Aviões russos em espaço aéreo europeu colocam NATO em alerta

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Aliança Atlântica registou três ocorrências em menos de 24 horas envolvendo 19 aviões de combate russos. F-16 portugueses atuaram a oeste de Peniche.

Aviões de combate russos procederam ontem “em grande escala” a uma série de “voos não comunicados previamente” no espaço aéreo europeu, o que levou à ativação dos dispositivos de defesa da Noruega, Grã-Bretanha, Portugal e Turquia, tendo a Aliança Atlântica registado três ocorrências distintas em menos de 24 horas.

Estes incidentes somam-se aos mais de cem já registados pela NATO desde o início do ano, envolvendo aviões de combate russos. Um número três vezes superior ao total verificado em 2013, refere um comunicado da Aliança Atlântica em que se detalha os acontecimentos de ontem. Este é o exemplo mais recente do clima de tensão que se vive entre a Rússia e a NATO desde o início da guerra na Ucrânia, o que leva alguns analistas a falar numa “nova Guerra Fria”.

O primeiro incidente que levou ao envolvimento de aviões da Força Aérea Portuguesa registou–se de manhã quando um grupo de quatro bombardeiros estratégicos Tupolev 95, com capacidade de transporte de armamento nuclear, foi detetado a sobrevoar o mar do Norte, acompanhado de quatro aviões Ilyushin 78 de transporte de combustível.

Quatro F-16 noruegueses voaram ao encontro dos aviões russos, que permaneceram sempre em espaço aéreo internacional ao longo dos acontecimentos, tendo três bombardeiros e três aviões-cisterna voltado para trás. Os restantes prosseguiram voo, “para sudoeste, paralelos à costa da Noruega” até ao momento em que passaram a ser acompanhados por caças Typhoon britânicos. E, já sobre o Atlântico, escoltados por F-16 portugueses. Foi neste momento que os aviões russos iniciaram o voo de regresso até ao seu espaço aéreo, seguidos, de novo, por caças britânicos e noruegueses.

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