Câmara filmou descarrilamento de comboio a 190 km/hora

Câmara filmou descarrilamento de comboio a 190 km/hora

Uma câmara de vigilãncia filmou o descarrilamento do comboio em Santiago de Compostela. As imagens atestam a velocidade a que seguia a composição, quando saiu da linha. Pelo menos 78 pessoas morreram e 141 ficaram feridas.Veja o vídeo.

O comboio de alta velocidade, que fazia a ligação Madrid-Ferrol com 218 passageiros mais tripulação (247 pessoas segundo o conselheiro regional Agustín Hernández Fernández de Rojas), descarrilou à entrada da estação de Santiago de Compostela, na Galiza, cerca das 20.45 horas locais (19.45 horas em Portugal continental).

Portugal ofereceu ajuda às autoridades espanholas, perante aquele que é o terceiro acidente ferroviário mais grave em Espanha.

O comboio ficou partido em dois. Treze vagões foram afetados, ficando tombados na linha e amontoados. Um dos vagões voou pelo ar e passou a vedação da linha férrea, com cinco metros de altura, caindo muito perto de umas casas.

As causas do descarrilamento são ainda desconhecidas – suspeita-se de excesso de velocidade, tendo em conta que o acidente aconteceu num local onde a linha férrea faz uma curva apertada. Há indicação de que o comboio circulava com cinco minutos de atraso, a 190 quilómetros por hora numa zona limitada a 80 quilómetros por hora. Os maquinistas escaparam ilesos.

Um dos maquinistas foi encontrado a deambular entre os corpos e os destroços, dizendo: “Descarrilei, que hei de fazer, que hei de fazer?”

“Em nenhum momento pensei num atentado. Quando o comboio entrou na curva, tive a sensação de que ia demasiado rápido e descarrilou”, descreveu Sérgio, um dos passageiros feridos. O Ministério do Interior também descartou a hipótese de atentado.

O comboio descarrilou em Angrois, um bairro a quatro quilómetros da estação de Santiago. Nesta região decorria uma festividade, que entretanto foi cancelada.

Para o local foram mobilizadas várias ambulâncias, bombeiros, agentes da polícia local e nacional. Moradores na zona também colaboraram com os meios de socorro, nomeadamente, cedendo mantas e lençóis para tapar as vítimas mortais. Alguns transportaram feridos ao hospital nos seus veículos particulares.

As autoridades fizeram um apelo à doação de sangue, de forma a responder às necessidades das dezenas de feridos. A população galega respondeu em massa, registando-se longas filas no centros de recolha de dádivas.

fonte: jn.pt

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