Maria Elisa quebra o silêncio e acusa José Sócrates de perseguição

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É a revelação do momento!

Maria Elisa quebra o silêncio sobre a sua tempestuosa saída da RTP. Em declarações a uma revista de televisão, a antiga jornalista da estação pública não poupou José Sócrates e acusa o ex-primeiro-ministro de perseguição e de ter sido ele que a colocou fora da RTP.

Afinal não é só Manuela Moura Guedes que se queixa da perseguição de José Sócrates:

“Passaram três anos (desde que saiu da RTP) e o meu sentimento ainda é de pesar, porque acho que, não dignificam a relação de uma profissional com mais de 40 anos de exercício da profissão e a própria empresa, e também porque tenho saudades de fazer televisão. O que me custou mais foi estar sem trabalho e não perceber porquê. Nunca me explicaram porque estive um ano sem trabalhar.” – começou por dizer Maria Elisa Domingues

Em 1999 – A Zanga com José Sócrates que acabou em dispensa

Estava-mos no ano de 1999, ano de eleições Legislativas e como mudou o governo, mudou a administração da RTP. José Sócrates foi nomeado Ministro do Ambiente e do Ordenamento e acumulou a pasta da tutela da RTP. Uma diferença de opiniões sobre um tema fez com que nascesse entre a directora Maria Elisa e o ministro Sócrates um clima de crispação:

“A minha saída do cargo de directora de programas na segunda vez foi altamente injusta. Na altura, disseram que me estavam a despedir porque houve um dia em que baixamos dos 30 por cento de audiência média por não termos comprado futebol e que outro canal concorrente tinha comprado. Acontece que era a direcção de informação que comprava o futebol. Eu nunca comprei futebol,até porque não o saberia comprar. Quem me despediu foi o João Palma-Ferreira, a olhar sempre para o chão” (…) “Não tenho dúvidas de que a decisão do meu afastamento foi por questões políticas. Na altura punham notícias nos jornais só para envenenar o público a meu respeito.”

Em 2002, Maria Elisa voltou a sofrer por ter aceite o desafio de Durão Barroso: aceitou ser cabeça-de-lista pelo PSD pelo círculo de castelo Branco nas Eleições Legislativas desse ano. O PS, que tinha maioria absoluta naquele concelho, acabava-a de a perder. Este facto deixou José Sócrates à beira de um ataque de fúria.

“Se foi uma coincidência ser despedida sempre que José Sócrates tinha poder? Não digo que tudo o que me aconteceu tenha sido coincidência. O ponto em comum em todos os momentos é o José Sócrates, é verdade, mas não sei a resposta. O que sei e o que posso dizer são factos. Temos de nos lembrar que fui cabeça-de-lista em Castelo Branco pelo PSD, contra José Sócrates.”

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