Terramoto de 6,2 de magnitude provoca mortes e faz danos no Centro de Itália

Um sismo que as autoridades classificaram como “severo” sacudiu o centro de Itália na madrugada desta quarta-feira. Pelo menos 21 pessoas terão morrido, avança a Reuters, mas o número não é oficial. O terramoto de 6,2 graus na escala de Richter fez-se sentir na região centro.

“Estes são sismos graves, de grande magnitude, temos desabamentos [de edifícios] e certamente vítimas”, disse o chefe da protecção civil italiana, Fabrizio Curcio, que numa conferência de imprensa na manhã desta quarta-feira não quis avançar números de mortos, por ser prematuro.

O epicentro, na província de Rieti, na região de Lácio, situou-se a dez quilómetros de profundidade. Além desta região também a Umbria foi severamente afectada. As localidades mais destruídas foram os municípios de Norcia, na província de Perugia; Amatrice e Accumoli, na província de Rieti, e Arquata del Tronto, na região de Marcas.

A protecção civil de Arquata del Tronto, citada pela AFP, divulgou que só ali terão morrido dez pessoas.

Stefano Petrucci, presidente da Câmara de Accumoli, ouvido pela Reuters, avançou à estação de televisão italiana RAI que na sua cidade havia uma família de quatro pessoas que estavam debaixo dos destroços da sua casa e que não havia indicações de que estivessem vivas.

Petrucci disse que à medida que os trabalhos de socorro prosseguem, a situação torna-se “pior do que se previa, com edifícios a cair, pessoas presas debaixo do entulho e nenhum som de vida”.

A estas somam-se outras: a RAI cita a polícia local que diz que pelo menos duas pessoas morreram em Pescara del Tronto. Dois corpos foram removidos em Amatrice, onde três quartos da pequena cidade já não existe, avança o autarca local Sergio Pirozzi, à RAI-rádio. “O objectivo agora é salvar o maior número de vidas. Ouvimos vozes debaixo dos destroços e temos de salvar essas pessoas”, contou o governante. Prosseguiu: “As estradas que permitem entrar ou sair da cidade estão cortadas. Houve um deslizamento de terras e uma ponte está em risco de cair”.

As réplicas deste sismo fizeram sentir-se em Roma, a 170 quilómetros de distância do epicentro, onde as pessoas acordaram com o abalo – alguns prédios da capital italiana abanaram durante 20 segundos, relata a BBC. O instituto sísmico italiano (INGV, a sigla italiana) registou 60 réplicas nas quatro horas seguintes ao sismo inical, a mais forte media 5,5. A Itália é um dos países europeus com actividade sísmica mais forte. A mais forte aconteceu em 2009, em Aquila, quando morreram 309 pessoas. O mais mortal do século XX foi em 1908 em que um terramoto seguido de maremoto fez 80 mil mortos nas regiões de Reggio, Calabria e Sicília.

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